O Último dos Moicanos: As fraudes científicas na moda, vistas do Brasil (3)

terça-feira, 17 de maio de 2011

As fraudes científicas na moda, vistas do Brasil (3)

M@M: “Foi depositada muita esperança no correio electrónico divulgado, oriundo da Universidade de East Anglia. O conteúdo ali descoberto já teve algum efeito positivo em termos de se questionar a autoridade do IPCC e dos seus colaboradores?” Daniela de Souza Onça: “Não tenho dúvidas de que a credibilidade do IPCC e da Universidade de East Anglia, uma das suas mais importantes fontes de dados, foi seriamente abalada pela divulgação do correio electrónico. No entanto, os cientistas envolvidos no caso estão a empregar uma técnica já muito conhecida e utilizada, por exemplo, por diversos políticos brasileiros: a negação pura e simples. Nenhum questionou a autenticidade do material, apenas alegaram que as mensagens foram retiradas do contexto e que, no final das contas, são irrelevantes para a discussão climática, pois descrevem meros detalhes técnicos. De facto, para o grande público, é mesmo difícil compreender a gravidade da não divulgação de algumas séries de dados solicitadas ou a inclusão de dados de estações meteorológicas construídas em locais inadequados. Seria necessário que o público e os políticos compreendessem os casos já conhecidos de fraudes científicas que envolvem o IPCC para compreenderem as implicações das mensagens de correio electrónico, que evidenciavam a manipulação e selecção propositada de dados, a relutância na divulgação de outros, a perseguição aos cépticos e o temor pela descoberta das fraudes. Mas, como pouca gente conhece, de facto, as implicações disto, é realmente muito fácil os cientistas envolvidos no caso dizerem: "Nada disto é importante". Ainda mais quando é justamente isto o que o público quer ouvir. Agora, que se suspeita de quem divulgou aqueles dados foi um cientista da universidade (o que dá ainda mais credibilidade ao caso), esperamos que, no final, seja feita a tal "justiça climática"!” Geraldo Luís Lino: “Sem dúvida, apesar dos esforços de ‘controlo dos danos’, evidenciados em Copenhaga, os estragos causados pelo ‘Climategate’ a todo este conluio de interesses, agrupado em torno do aquecimento global antropogénico, são já irreversíveis. É claro que não será apenas com as repercussões dele que se desmantelará o "alarmismo", mas os danos causados à reputação dos cientistas envolvidos e à credibilidade de todo o processo liderado pelo IPCC, são muito grandes. Sem optimismos exagerados, creio que se pode dizer que o ‘Climategate’ é mais uma evidência de um processo de conscientização, que é gradual, mas firme, sobre os exageros do ambientalismo catastrofista, não apenas no que toca às questões climáticas, mas quanto aos excessos proporcionados pela colocação da protecção ambiental ‘de per se’ como valor supremo da organização da sociedade e da economia.” Luiz Carlos Molion: “Que seja do meu conhecimento, o assim chamado ‘Climategate’ não teve, até agora, nenhum efeito significativo, pelo menos ao nível popular, com excepção de algumas reportagens feitas pela Fox News. A propaganda em volta do aquecimento global antropogénico continua firme, particularmente no Brasil em que a comunicação social, em geral, copia tudo o que vem de fora sem apresentar críticas, reforçando mentiras catastrofistas, como o aumento do nível do mar e o derretimento das calotes polares. Digno de nota, foi um pequeno acontecimento no qual o Serviço Meteorológico Inglês (Met Office) divulgou um conjunto de dados de temperaturas utilizado para forjar o aquecimento global. Mas, certamente, esse conjunto de dados já não é o original e sim um ‘ajustado’, e não permitirá que a comunidade científica replique a técnica usada para calcular a ‘temperatura média global’ se é que se pode falar numa ‘temperatura média global’.” Ricardo Augusto Felício: “Já há alguns anos que investigadores cépticos têm demonstrado as diversas irregularidades científicas que os pseudocientistas do IPCC, os seus delegados políticos e as ONG têm praticado. A divulgação das informações é apenas mais uma prova destes factos. Curiosamente, nós temos motivos para acreditar que não foi um ataque de ‘piratas informáticos’, mas sim uma divulgação a partir de dentro. Ninguém guarda mensagens durante dez anos, até porque os computadores mudaram bastante neste período e isto pode ser verificado nas mensagens. Isto sugere que alguém de dentro já tinha compreendido que havia aldrabice, um complô, e mandou registar toda a correspondência entre estes pseudocientistas modeladores (modelos são abstracções humanas e estes estão muito longe de serem fidedignas reproduções da realidade) e políticos como o Al Gore e alguns aqui do Brasil. Acredito que já cansado da patifaria, alguém libertou toda essa informação. O pior é que já temos vários casos, tais como: escolha de dados; escolha antecipada dos resultados da pesquisa; resultados que se publicam antes de a pesquisa estar concluída; métodos inadequados, etc. Quanto à autoridade do IPCC, diga-se que eles não têm autoridade nenhuma. Quem os nomeou? Foi a sociedade? Não! Eles sabiam que não havia nenhum problema à escala global... e de repente, criaram um. Eles não têm autoridade nenhuma. Quanto mais rapidamente as pessoas perceberem que são eles que se auto-intitulam autoridades, tal como o fazem os governos e as ONG que com eles estão comprometidos, mais rapidamente desmanchamos esta falácia.”
Apache, Maio de 2011

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