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sábado, 3 de outubro de 2009

H1N1´s há muitos…

Na Circular n.º 33/DSPCD, datada de 8 de Setembro de 2009, assinada por Francisco George, Director-Geral da Saúde, dirigida a “todos os médicos e enfermeiros”, lê-se: “A vacina contra a gripe sazonal não confere protecção contra o vírus da gripe A pandémica” [H1N1]. Mais abaixo, a mesma circular informa: “A OMS recomenda que, para a época de Inverno de 2009-2010 no Hemisfério Norte, as vacinas trivalentes contra a gripe, tenham a seguinte composição: Uma estirpe viral A (H1N1) idêntica a A/Brisbane/59/2007; Uma estirpe viral A (H3N2) idêntica a A/ Brisbane /10/2007; E uma estirpe viral B idêntica a B/Brisbane/60/2008.” [De facto, as 7 vacinas contra a gripe sazonal, postas à venda em Portugal, contêm todas esta composição]
Numa página portuguesa da farmacêutica “Roche” [consultada hoje, às 2:24] lê-se: “Dos 2 tipos de vírus clinicamente relevantes [A e B, pois os vírus do tipo C não provocam “doença clinicamente relevante”], o tipo A é o que sofre alterações mais profundas, motivo pelo que está frequentemente associado a epidemias e a pandemias de gripe. Em contraste, o vírus tipo B pode sofrer pequenas alterações antigénicas, contribuindo apenas para as epidemias de gripe.”
Vamos lá tentar perceber… A vacina da “gripe sazonal” protege contra 3 vírus, dois do tipo A, o H1N1e o H3N2 e, um do tipo B, mas não protege contra o vírus da “gripe A” (aqui designada pandémica) H1N1. O H1N1 da “gripe sazonal” é diferente do H1N1 da “gripe A”? Partindo do pressuposto que a resposta só pode ser, sim [em alternativa, o Dr. Francisco George tem muito que contar], então, trata-se de uma mutação (suponho que significativa), mantendo-se o nome do vírus. Mas, diz a Roche, os vírus do tipo A sofrem “alterações mais profundas” enquanto os do tipo B sofrem “pequenas alterações”. Então, porque é que está a ser vendida para 2009/2010 uma vacina com vírus (inactivados) do tipo B de 2008, e do tipo A de 2007? Não seria mais lógico substituir os H1N1 de 2007 pelos H1N1 de 2009? E já agora, se a cada mutação corresponde um vírus substancialmente diferente, sabendo nós que (só) os vírus do tipo A são 144 (numerados de H1 a H16 e de N1 a N9), considerando múltiplas mutações ao longo dos anos, teremos, provavelmente, em circulação, várias centenas (quiçá milhares) de vírus substancialmente diferentes. Então, para que queremos nós duas vacinas (a da “gripe sazonal” e a da gripe “pandémica”) que no conjunto protegem contra 4 dos alegados "milhares de tipos” de vírus existentes? Se um infecciologista, perdido na navegação, aportar aqui ao acampamento, agradece-se (antecipadamente) o esclarecimento das dúvidas.
Apache, Outubro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Foi há oito anos…

Em Londres são 21 horas e 54 minutos de dia 11 de Setembro de 2001. O canal BBC News 24 anuncia que em Nova Iorque, o edifício “Salomon Brothers”, mais conhecido por WTC 7”, colapsou [1º vídeo]. Três minutos depois (21 horas e 57 minutos em Londres, 16:57 em Nova Iorque), a BBC World [2º vídeo], repete a notícia, primeiro através do pivô de serviço e mais tarde em nota de rodapé. Ilustrando a peça, liga (em directo) à sua correspondente em Nova Iorque, Jane Staneley, que confirma a derrocada, apesar de, atrás, ao fundo, por cima do seu ombro esquerdo (portanto à direita na imagem) se ver o WTC 7 em pé e aparentemente sem danos significativos. [é o edifício mais alto, em forma de paralelepípedo] Cerca das 17 horas e vinte minutos locais, (22:20 em Londres) o edifício “Salomon Brothers” implode. Dois canais televisivos do mesmo grupo (BBC) “adivinharam” com mais de 20 minutos de antecedência, a queda de um edifício (sem danos visíveis significativos) a cerca de 100 metros das torres principais (alegadamente atingidas por aviões comerciais). Tamanha certeza da BBC só se justifica (em minha opinião) por informação oficial da demolição controlada do WTC 7 (o edifício onde funcionavam, entre outros, o comando de crise do presidente da câmara nova-iorquina, os serviços de finanças (IRS) e vários serviços secretos (entre eles, a CIA)). A demolição controlada de um edifício destas dimensões é uma tarefa que demora alguns dias a preparar. Na versão oficial, o WTC 7, cuja estrutura era de aço, ruiu devido a fogos incontrolados no seu interior, tal como aconteceu às “Torres Gémeas”. Foram até hoje, os únicos três edifícios (com esturra de aço) a ruir na sequência de fogos (neste caso pouco significativos) e também as únicas derrocadas (alegadamente não controladas) onde a resistência do ar não se fez sentir.

[BBC News 24 anuncia colapso do WTC 7, 26 minutos antes de tal acontecer] [BBC World anuncia colapso do WTC 7 , 23 minutos antes de tal acontecer, enquanto (simultaneamente) mostra imagens em directo do edifício, sem danos aparentes significativos]

Apache, Setembro de 2009

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O fenómeno da Tunguska fez 100 anos (3)

(continuação...)
A equipa da Universidade de Bolonha que aposta na teoria da queda de um meteorito, prometeu regressar à Tunguska brevemente. Curiosamente, a principal crítica a esta teoria veio de David Morrison da NASA que afirmou ser estranho que tratando-se de um meteorito, este tenha deixado apenas uma cratera de impacto, ainda por cima tão pequena (cerca de 700 metros de comprimento, 360 de largura e 50 de profundidade). Considerando a área de floresta destruída e o abalo sísmico provocado, seria espectável um meteorito com dimensões muito maiores, que deixaria no solo, uma cratera muito maior que o lago Cheko. Ou então poderia, ainda no ar ou ao embater no solo, fragmentar-se em vários pedaços menores, deixando múltiplas crateras. A hipótese do cometa (pedaço de gelo e poeira que ardeu completamente em contacto com a atmosfera) encaixa perfeitamente no relato referente à bola de fogo que as testemunhas oculares viram no céu (o segundo sol) e na ausência de cratera mas não justificava a enorme onda de calor e a destruição verificada. Mas em 1976 os cientistas soviéticos, Vladimir Stulov e Georgi Petrov, afirmaram que as temperaturas atingidas pelo cometa (que viajaria a mais de 40 mil quilómetros por hora) deveriam ser tão altas que este não se evaporou, antes, os núcleos dos átomos de hidrogénio e de oxigénio que constituem a molécula da água desintegraram-se, tal como acontece numa reacção de fissão nuclear e foi a radiação daí resultante que destruiu a floresta. Muitos cientistas não estão, no entanto, convencidos que as dezenas de milhares de quilómetros por hora que o alegado cometa possa ter atingido tenham, devido à colisão com as moléculas do ar, gerado energia suficiente para desencadear uma reacção nuclear. Como referi no “post” anterior, várias outras teorias foram apresentadas, algumas por cidadãos comuns, outras por conceituados cientistas. Por exemplo, Chandra Atluri e Clyde Cowan da Universidade Católica Americana, acreditam que o fenómeno foi causado pela queda de um pedaço de antimatéria, daí a inexistência de cratera ou de fragmentos. O “único” problema desta teoria é a falta de prova científica da existência de antimatéria. Oura das teorias que se tornaram populares nos últimos anos, foi a proposta por A. A. Jackson e Michael Ryan Jr. da Universidade do Texas, que estão convencidos que naquela manhã a Sibéria foi atingida por um minúsculo buraco negro. Esta teoria tem o mesmo problema da anterior, carece de prova científica convincente, da existência de buracos negros. Talvez o mais surpreendente nos relatos (que Kulik recolheu) de algumas das mais de 900 testemunhas oculares registadas, seja a afirmação de que o objecto de grande luminosidade, semelhante a uma esfera de fogo, mudou de direcção durante o voo, primeiro sobre a localidade de Keshma, depois ao sobrevoar Preobrashenska, antes de desaparecer numa violenta explosão, no céu de Vanavaara, que ficou completamente coberto de fumo. A serem verídicos estes relatos, todas as hipóteses relacionadas com a queda “livre” de objectos celestes ficariam afastadas. Estranha coincidência (ou não, depende da vontade especulativa de cada um), a essa hora (ainda noite do dia 29 de Junho) em Nova Iorque, Nikola Tesla testava a sua nova invenção, o “Raio da Morte”. Passaram cem anos e a ciência não conseguiu ou não quis apresentar uma explicação coerente para um dos acontecimentos mais insólitos (e felizmente não o mais trágico porque por sorte ocorreu num local quase desabitado) da história recente da humanidade. O único dado que (a mim me) parece adquirido é que naquela solarenga manhã de 30 de Junho de 1908, radiação electromagnética de elevadíssima energia estigmatizou o coração da floresta siberiana.
Apache, Julho de 2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O fenómeno da Tunguska fez 100 anos (2)

(continuação...)
Apesar da violenta explosão que às 7 horas, 17 minutos e 11 segundos (hora local, sete horas menos no Tempo Universal) daquela manhã de 30 de Junho de 1908, junto ao Rio Tunguska, cuja potência foi posteriormente estimada em mil (a duas mil) vezes a da bomba atómica lançada (quase 4 décadas depois) em Hiroxima (equivalente a 15 a 40 megatonelada de TNT) e, da enorme onda electromagnética que deixou um rasto de destruição pelas infindáveis terras montanhosas do coração da Sibéria, à época, apesar das notícias continuadas dos jornais das metrópoles, na Rússia em particular, mas também em toda a Europa, o fenómeno passou quase despercebido à larga maioria da população. Talvez devido ao isolamento da região, ou à era feudal que a Rússia ainda vivia, ou ainda aos anos conturbados que se seguiram, com a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, o certo é que a primeira expedição científica, liderada pelo mineralogista Leonid Kulik (são da sua equipa as fotos deste e do “post” abaixo) só foi enviada ao local em 1921. Quando Kulik chegou ao local deparou-se com um cenário insólito, nunca antes visto. Num raio de 50 km a partir de um ponto central, todas as árvores estavam derrubadas e apontavam para fora do alegado circulo. Digo alegado, porque imagens aéreas da expedição seguinte mostraram que não se tratava de um círculo, as árvores derrubadas desenhavam no solo a forma de uma borboleta, apontando todas elas, do centro para o exterior. Em redor desta zona (central) estendendo-se por 215 mil hectares, tudo havia sido incinerado, não se vislumbrando o menor sinal de vida. A zona onde viviam Semenov e Luchektan ficava a mais de 60 km do centro da ocorrência. Kulik foi o primeiro a propor uma explicação para o fenómeno, a queda de um meteoro. Curiosamente, apesar de nunca ter sido encontrado qualquer vestígio do (suposto) meteoro e, de oficialmente nenhuma cratera de impacto ter sido encontrada, esta é, ainda hoje, a hipótese com mais adeptos na comunidade científica internacional. Kulik apontou a hipótese de o meteoro ter explodido a 5 ou 6 km de altitude, antes de atingir o solo, mas cientista italianos da Universidade de Bolonha, que se deslocaram ao local no ano passado, dizem-se convencidos de que a cratera de impacto é o Lago Cheko que não existia antes do evento e deverá ter no seu fundo pedaços de ferro ou rocha do meteoro. Apesar da demora de 13 anos na chegada da primeira expedição, inúmeras outras se seguiram até aos nossos dias (excepção apenas para o período da Segunda Guerra Mundial), tendo chegado às mais variadas teorias para a explicação do fenómeno. A versão oficial Russa (da Academia de Ciências), repetida uma vez mais, este ano, aquando das comemorações do centésimo aniversário do acontecimento, é a de que se tratou de um pequeno cometa (objecto celeste constituído essencialmente por gelo e poeira) que ao contactar com a atmosfera terrestre se incendiou (devido ao atrito com o ar) tendo derretido por completo antes de atingir o solo. De acordo a versão oficial, o lago Cheko com 50 m de profundidade, fica 8 km a noroeste do epicentro. (continua…)
Apache, Julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O fenómeno da Tunguska fez 100 anos

O agricultor Semenov tinha o hábito de se levantar de madrugada adiantando as primeiras tarefas na quinta, antes de observar diariamente o nascer do Sol. Naquela manhã de 30 de Junho de 1908, dezassete minutos depois das sete horas, Semenov olhava estupefacto para o céu. Não havia um mas sim dois sóis no horizonte. Um deles, de tom azulado, rasgava o céu a uma velocidade astronómica em direcção a Semenov que não conseguia esboçar reacção. Antes que a fantasmagórica bola de fogo o atingisse, um fortíssimo vento quente elevou-o do solo e fê-lo voar uma centena de metros. Ao estatelar-se no solo desmaiou. Quando voltou a si, atordoado, olhou em volta o cenário dantesco que o rodeava. A sua roupa rasgada e chamuscada queimava-lhe a pele, a casa onde morava pura e simplesmente desaparecera, todas as árvores que o seu olhar alcançava estavam derrubadas ou tinham perdido os seus ramos. Centenas de cabeças de gado do vaqueiro Luchektan a cerca de 2 km de si tinham sido assadas e jaziam pela estepe, algumas trespassadas pelos ramos da vegetação. Alguns riachos e pequenos lagos da região secaram instantaneamente. Dois mil quilómetros quadrados de floresta (mais de 80 milhões de árvores) foram arrasados. A 750 km dali passava o comboio transiberiano. O maquinista relatou que sentiu um vento forte e muito quente, enquanto os vidros das janelas estilhaçavam e as cortinas eram arrancadas. Assustados, muitos dos passageiros gritavam, mas os seus gritos foram rapidamente abafados por um trovão como nunca se tinha ouvido. Quando olhou para os carris, reparou que estes ondulavam à sua frente, enquanto o comboio se sacudia. Aterrorizado, puxou o travão de emergência debruçou-se sobre os joelhos e rezou. A 4 mil quilómetros do local, a estação meteorológica de São Petersburgo registou um abalo sísmico de média intensidade e uma enorme perturbação do campo magnético terrestre. Um dos funcionários da estação afirma que as agulhas das bússolas rodavam como moinhos ao vento. A oito mil quilómetros dali, em Londres, os sismógrafos registavam um abalo sísmico de fraca intensidade. Mas durante semanas, a qualquer hora da noite e sem luz artificial, era possível ler o jornal. (continua…)
Apache, Julho de 2008

terça-feira, 29 de maio de 2007

11 de Setembro - Até onde foi a farsa?

Viajemos um pouco (atrás) no tempo…

São 21 horas e 57 minutos do dia 11 de Setembro de 2001 em Inglaterra, 16:57 em Nova Iorque. O canal de televisão “BBC World” anuncia o colapso do edifício “Salomon Brothers” mais conhecido por “WTC 7”, em consequência de danos causados pela queda das “Torres Gémeas”. A peça é ilustrada com imagens “em directo” e comentários da correspondente em Nova Iorque, Jane Stanley. Três minutos antes, outro canal do mesmo grupo, “BBC News 24” havia dado a notícia.

Às 17:20 locais, 22:20 em Inglaterra, mais de 20 minutos depois da notícia ter sido difundida, o edifício 7 do complexo “World Trade Centre”, situado a cerca de 100 metros das torres principais, colapsa.
Mais de cinco anos e meio depois, importa investigar, além da CNN e da BBC quantas mais televisões colaboraram na farsa!
Apache, Maio de 2007