O Último dos Moicanos: Se a estupidez pagasse imposto...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Se a estupidez pagasse imposto...

Na Áustria, um grupo de activistas pediu ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para reconhecer o chimpanzé Matthew Pan como pessoa. Será que é desta que (pelo menos juridicamente) se demonstra a fantasiosa teoria de Darwin?!
Apache, Julho de 2008

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4 Comments:

Blogger cris said...

Explica-me lá por que lhe chamas fantasiosa, podes? Eu tenho mesmo que ler mais... :)

terça-feira, julho 01, 2008 11:39:00 da tarde  
Blogger Apache said...

Estou-me a referir à Teoria da Evolução das Espécies de Darwin. Não vou entrar em grande discussão sobre o assunto porque não gosto de falar de temas sobre os quais não tenho conhecimentos científicos suficientes para aprofundar e a Biologia, como sabes, não é a minha área.
Em Ciência formulam-se hipóteses que quando não são confirmadas pela experiência são alteradas ou abandonadas. Excepto quando as hipóteses (ainda que não confirmadas) dão jeito a determinados interesses políticos ou económicos. No caso específico da Física e da Química, teorias como: a do aquecimento global (ou alterações climáticas globais) antropogénico; o buraco do ozono antropogénico; ou o Big Bang; são contrárias às observações experimentais e às principais leis destas ciências. No entanto, como têm padrinhos poderosos, sobrevivem.
Tenho para mim (leigo no assunto, repito) que algo semelhante se passa com a teoria de Darwin. Como se justifica, por exemplo, que o homem tenha evoluído do macaco e continuem a haver macacos? Alguns esqueceram-se de evoluir? E outras espécies ainda mais primitivas como os répteis, por exemplo?
Dizem alguns que evoluíram a ritmos diferentes. No mesmo planeta, com condições ambientais semelhantes? Então onde estão hoje as espécies com ritmo intermédio entre o homem e o chimpanzé?
Admito a evolução dentro da mesma espécie, mas a evolução de uma espécie a partir de outra?...
A teoria tem 150 anos. E depois, quanto tempo durou o modelo geocêntrico de Ptolomeu, e sem a máquina de propaganda de hoje?
Mas sublinho, de novo, que não tenho competência técnica para discutir o assunto, o que obviamente não me impede de ter opinião.

quarta-feira, julho 02, 2008 3:39:00 da manhã  
Blogger cris said...

Agora percebi. E fiquei com outra curiosidade... culpa tua eheheheh
A certa altura referes o big bang e, segundo percebi é questionável porque contrariam demonstrações e verificaões científicas, certo? Podes explicar então se houve ou não big bang? Levei um tempão infinito a falar disto à nina, que ficou fascinada e agora... baralhei.

Quanto ao evoluirmos de uma outra espécie, já me tinha questionado. Entre o macaco e nós humanos, creio que assenta bem a classe de fato, não?

sexta-feira, julho 04, 2008 4:23:00 da tarde  
Blogger Apache said...

Hum… Esta estória do Big Bang não vai lá com um “testamentozito”, só com um livrinho daqueles do tamanho dos do José Rodrigues dos Santos :)
Para começar (e acabar logo de seguida que estou a morrer de sono) recomendo-te os blogues do Alf que são excelentes e abordam quase exclusivamente o tema: o “outra margem” (para todos) e o “outra física” (um pouco mais técnico) onde podes deixar comentários com dúvidas.
Quase telegraficamente deixo-te apenas uma ou duas dúvidas…
Big Bang, traduzido à letra, a grande explosão, aquela que, de acordo com a teoria criou o espaço e o tempo. Explosão? O que explode é a matéria e a matéria ocupa espaço. A teoria diz que no início só havia energia e foi o arrefecimento desta devido à expansão que criou a matéria. E não pode ter havido o mais pequeno ruído, as ondas sonoras propagam-se pela vibração da matéria.
Diz a teoria do Big Bang que 99% do universo é espaço vazio. O resto são umas pequeninas bolas, os planetas e outras maiores (mas ainda muito pequeninas comparando com o espaço entre elas), as estrelas. Diz também que o Universo está em expansão. Para teres uma ideia das dimensões do espaço “vazio” e das “bolinhas”… a Terra tem o diâmetro de 12 756 km e a bolinha mais próxima, a Lua, fica a 384 400 km. O planeta mais próximo de nós, Vénus, fica a 42 000 000 km. O Sol, a quase 150 000 000 km e a estrela seguinte, Alfa de Centauro fica a 40 000 000 000 000 km. Até aqui tudo bem, mas… Universo em expansão? O vazio expande? Mais… Se colocarmos um termómetro longe de um planeta ou de uma estrela, protegido da radiação, medimos uma temperatura de cerca de 4 K (Kelvin). (O vazio tem uma temperatura superior ao zero absoluto (0 K)? Mas a temperatura é uma medida da energia cinética das partículas, se não há partículas… Dizem que a temperatura se deve à radiação, que é absorvida (mas por coisa nenhuma, porque estamos no vazio). A radiação que supostamente é um onda e não uma partícula, mas que verificamos que se curva por acção de forças, gravíticas e electromagnéticas e então os especialistas em quântica dizem que a radiação tem uma dualidade onda-partícula, isto é, tanto se comporta como onda, como se comporta como partícula, mas não precisa de meio material para se propagar como as outras ondas (fá-lo mesmo no vazio) e não tem massa, como as partículas….
Estás a ficar confusa? É mesmo assim. Tens duas opções: ou repetes a cassete, ou juntas as frases e simplesmente não há coerência entre elas. E sabes o que fazem os “artistas”? Nada de reconhecer o erro e começar tudo de novo, inventam-se umas partículas estranhas que nunca ninguém provou que existem como (a larga escala) os buracos negros ou (a pequena escala) os gravitões e se a seguir as observações os contrariam, inventamos os buracos brancos que se existirem são os culpados pelo mau comportamento dos buracos negros. E se a matéria não obedece à teoria? Não faz mal, inventamos a antimatéria que justifica o comportamento estranho da matéria. Hum? As contas com as energias não dão certo? A culpa é da energia negra. Não sabemos se a energia negra existe? Se não existir, a culpa é da energia branca.
Bom… Como eu disse, é tarde para escrever muito :)

Ah, só mais uma coisa… esta "estória" é bem mais fascinante que a do aquecimento global ou a do buraco do ozono. E a nina só nos últimos anos da faculdade é que vai ser capaz de contestar o Big Bang sem que um “artista” qualquer lhe enfie um barrete em duas penadas, por isso, só lhe faz bem ouvir e ler "estórias" ainda que ficionadas. E se um dia tiver poder para contestar e ser levada a sério, então a ciência agradeçe e evolui.

Bom fim-de-semana.

sábado, julho 05, 2008 5:54:00 da manhã  

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