O Último dos Moicanos: Abril 2007

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Notícias do dia...

Em entrevista à RTP 1, Pina Moura refutou a ideia de que o convite que recebeu para presidir à Media Capital, empresa que controla a TVI, tivesse conotações partidárias, afirmando que foi escolhido "por razões de reputação profissional". A curiosidade está no facto de ter conseguido dizer isto sem se rir.
A tribo Qahtani da Arábia Saudita organizou uma competição para escolher "Os Mais Belos Camelos" da região. No concurso serão privilegiadas características como, as pernas longas, os olhos grandes, ou os corpos curvilíneos. Em jeito de brincadeira, o moderador do "site" que publicita o evento disse que "No Líbano têm a Miss Líbano. Nós aqui temos a Miss Camelo." Nós também, mas para não a melindrar chamamos-lhe "Engenheiro".
Apache, Abril de 2007

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domingo, 22 de abril de 2007

Ota(rio)...

A verde na foto, o limite do futuro aeroporto internacinal de Lisboa, na Ota. A vermelho, o local de construção das duas pistas.
Segundo “O Sol”, o Governo prepara-se para substituir os dirigentes da NAV (a empresa que gere o tráfego aéreo nacional). Serão substituídos todos os responsáveis pela supervisão do estudo que alertou para os problemas do espaço aéreo na Ota. Parece assim manter-se a máxima, “Quem se mete com o PS, leva…”
Apache, Abril de 2007

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sábado, 21 de abril de 2007

Entre a A.R. e a UNI...

"O Sol" notícia hoje que o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama informou que foi encerrado o inquérito que pretendia averiguar o porquê da existência de duas fichas biográficas contraditórias do deputado José Sócrates Pinto de Sousa. Nada se conseguiu apurar porque o original da(s) ficha(s) biográfica(s) foi(foram) destruído(s), tendo ficado apenas os duplicados. Destruíram os originais e guardaram os duplicados? Os do Sr. Sousa, ou os de todos os deputados? Quantos mais deputados têm duplicados de fichas biográficas contraditórias? Ao abrigo do disposto no nº 2 do artigo 268º da Constituição da República Portuguesa e do artigo 1º da Lei nº 65/93 de 23 de Agosto (LADA) publiquem-se de imediato todas as fichas biográficas (ou os duplicados delas) de todos os deputados. Se o não fizerem, assumem publicamente que a Assembleia da República não funciona melhor que a secretaria da UNI. O facto de fazerem de nós estúpidos, não nos obriga a sê-lo.
Apache, Abril de 2007

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quinta-feira, 19 de abril de 2007

A bomba prometida...

A Uni anunciou para ontem e adiou para hoje uma conferência de imprensa onde inicialmente prometeu declarações bombásticas sobre o polémico processo de “licenciatura” do “Seu” Zé. Veio depois a público dar o dito por não dito e dizer que as declarações nada tinham de bombástico. Pouco depois contradisse-se novamente, afirmando que as declarações bombásticas nada tinham a ver com a “licenciatura” do PM. Afinal, realizada a conferência de imprensa, constatou-se que não havia bomba, apenas uma silenciosa flatulência de odor intenso e desagradável que aromatizou uma série apreciável de bilhetinhos dirigidos à pessoa do “menino” Gagá. A saber: A certa altura, Lúcio Pimentel afirmou que a prova de Inglês técnico era a única que estava no processo, mas que não devia lá estar, porque as provas estão no arquivo. À pergunta – Quantas? Respondeu que de momento não tinha dados; Afirmou que a data de conclusão da “licenciatura” era 8 de Setembro de 1996, contrariando assim a data de 8 de Agosto avançada há dias pelo gabinete do Sr. Sousa; Referiu-se várias vezes ao facto de o aluno ter realizado lá 4 cadeiras, numa delas foi “assustadoramente” taxativo – “Eu contei 4!” Emendou sempre (posteriormente) para 5; Afirmou ainda que o “Seu” Zé ficou isento do pagamento de propinas, contrariando as afirmações do dito na RTP que disse ter na sua posse os recibos comprovativos do pagamento das mesmas; Terminou, dizendo que “que não serão prestados mais esclarecimentos sobre este caso até à decisão final do ministro, sobre o processo de encerramento compulsivo da universidade”. Quanto às trapalhadas do “caso”, parecem reproduzir-se como cogumelos, resumam-se as “novidades” mais importantes dos últimos dias… O Sr. Sousa viu o seu rol de mentiras expandir-se: Afirmou na entrevista à RTP que possuía os recibos do pagamento das propinas, afinal ficou isento do pagamento; Disse ter escolhido a UNI por lhe conferir o grau de licenciatura, mas o CESE que frequentava no ISEL conferia o mesmo Grau. Além disso, mudou por ficava perto do ISEL. Porém à data da transferência, as instalações da UNI não eram as actuais, na AV. Marechal Gomes da Costa, mas na Rua Fernando Palha, a cerca de 4 quilómetros de distância do Instituto. Mas a UNI não se deixou ficar para trás e também ela inflacionou a sua lista de trapalhadas e contradições: Os documentos referentes ao Sr. Sousa estão em cofre fechado. Mas uma cópia da prova de inglês técnico foi publicada nos jornais e a assessora garantiu que não foi a universidade a fornecê-la; A "pauta" da disciplina de inglês técnico não tem data; Foi anunciado que o “Seu” Zé não era o único aluno daquelas disciplinas, que havia colegas de curso, mas as "pautas" das 5 disciplinas provam o contrário. E como eu gosto muito de fazer perguntas, talvez (de)formação profissional, não podia terminar este “post” sem uma questão, de resposta rápida, dirigida ao Sr. PGR… O Certificado que o Sr. Sousa entregou na Câmara Municipal da Covilhã, contém vários dados falsos. Os “alegados” documentos que comprovam o pagamento de propinas por parte do Sr. Sousa, se existirem, como o próprio afirma, são falsos. Foi usado o carro e o motorista da Secretaria de Estado para conduzir o aluno às aulas. Foi usado papel timbrado do gabinete da Secretaria de Estado para a realização de uma “prova escrita” por parte do Sr. Sousa. E quanto a matéria para investigação, há ou não?
Apache, Abril de 2007

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sábado, 14 de abril de 2007

As trapalhadas do "Seu" Zé

Não restam dúvidas de que o Sr. Sousa voltou a mentir aos portugueses. Na entrevista concedida à RTP na passada 4ª feira, à pergunta sobre quem lhe havia leccionado a disciplina de Inglês Técnico respondeu que tinha sido o Reitor Luís Arouca. Acontece que Luís Arouca não era o Reitor da UNI nessa data. Quem ocupava o cargo era o Professor Ernesto Costa, que o exerceu desde a fundação da Universidade até Junho de 1996. Aliás, quando em 1995 o Sr. Sousa pediu equivalência a 25 cadeiras, em requerimento dirigido ao reitor e sem a apresentação de qualquer certificado comprovativo da realização das mesmas (apenas obtido em Julho de 1996), quem lhe responde, dando equivalência a 26 cadeiras é Luís Arouca. Afirmou também que a data de conclusão da licenciatura era 8/9/96, mas no certificado agora encontrado na Câmara da Covilhã aparece como data de conclusão 8/8/96. Afirmou também que frequentou o ensino superior durante 6 anos e meio, mas esteve matriculado 4 anos no ISEC, 1 no ISEL, 1 na UNI e... 6 meses para realizar um MBA em gestão no ISCTE? Então e os anos na Lusíada, entre 87 e 92? Afirmou também que para obter a (alegada) licenciatura, realizou 55 cadeiras. Só encontro 43 nos certificados. Mais um Engenheiro que não sabe fazer contas...
Com os dados agora disponíveis várias questões (pertinentes) se colocam... Que cargo ocupava na UNI o Sr. Luís Arouca que justificasse ser ele a responder em 1995 a um pedido de equivalências de um aluno, dirigido ao reitor? Haveria documento a certificar a delegação? Segundo afirma o Sr. Sousa, a UNI aceitou a sua frequência desde finais de 95 até Julho de 96 sem que ele tenha apresentado qualquer certificado de habilitações. Se o aluno pediu equivalências a 25 disciplinas e foram-lhe concedidas equivalências a 26 (24 na versão da Covilhã), como é que a UNI soube que o aluno tinha realizado a outra disciplina? Que certificado de habilitações comprovando a conclusão do ensino secundário, possui o Sr. Sousa que lhe permite frequentar cursos de engenharia e de direito, áreas que exigem a realização de diferentes disciplinas específicas? Que certificado de habilitações (ou profissional) apresentou o Sr. Sousa aquando da inscrição no MBA do ICTE, pois a frequência desse curso exigia a licenciatura na área de gestão ou elevada experiência profissional na mesma? Quem falsificou a data do certificado de conclusão da licenciatura apresentado na Câmara Municipal da Covilhã, para requalificação profissional, datado de 26 de Agosto de 96, em papel timbrado da UNI com um código postal da universidade, composto por 7 algarismos, que só começou a ser usado em 9/10/98 e um número de telefone do estabelecimento de ensino, com o indicativo 2 (rede fixa) que só entrou em uso a 31/10/99? Em que data foi efectivamente requalificado profissionalmente o Sr. Sousa, tendo em conta que o certificado apresentado, que além de diferir na data de conclusão da licenciatura, no número de cadeiras realizadas na Uni, sete, contra cinco na versão confirmada pelo Sr. Sousa na RTP, na nota de seis cadeiras, (além de uma delas ser anual na versão da Covilhã e semestral na versão de “Lisboa”) não poderia ter sido emitido antes de 2 de Novembro de 1999?
Já agora, três perguntinhas para a UNI... Por que motivo foi “escolhido” o Sr. Luís Arouca para leccionar a cadeira de Inglês técnico? É que não era (nem nunca foi) o responsável pela disciplina, não era o reitor e não tinha habilitações académicas para o fazer. Porque aceitaram a inscrição do SR. Sousa muito para lá do prazo legal par tal? Há alguma afirmação verdadeira no currículo do Sr. Luís Arouca? É que falsas, posso demonstrar que há várias.
Apache, Abril de 2007

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segunda-feira, 9 de abril de 2007

O túmulo perdido

A SIC noticiou hoje que vai exibir no próximo domingo, dia 15, depois do Jornal da Noite, o “documentário” de James Cameron que reivindica a descoberta em Jerusalém, do túmulo da família de Jesus Cristo. No túmulo "encontravam-se" as ossadas de Jesus, de Maria Madalena (a “mulher”) e de Judas (o “filho” do casal). Os descobertos datam de 1980 mas só agora foram identificados como pertencentes à família de Cristo. Vinte sete anos depois… Deve ter sido um trabalho árduo…
Não é a primeira vez que se fazem referências a alegadas relações passionais entre Jesus e Maria Madalena, já se ganhou muito dinheiro com isso. No entanto, como essa virtualidade parece não abalar a fé cristã (pelo menos a minha) surgem agora uns charlatães a evocar a sua ciência pútrida para “demonstrar” que os ossos encontrados pertencem à “família” de Cristo. A hipocrisia dos autores é tal, que dizem não questionar a ressurreição, apenas, que Cristo, ou não subiu ao céu, ou deixou por cá o corpo. É curioso que se sugira a falsificação da Bíblia e de dezenas de outros documentos da época que relatam os dias terrenos de Cristo após a ressurreição, mas se seja suficientemente cínico para que com uma “teoria” destas, se admita possível, crer nessa ressurreição. Atendamos que os impostores que se intitulam cientistas sejam os mesmos que defendem o “aquecimento global” antropogénico ou a queda do WTC devido aos incêndios, caso contrário, a velocidade de propagação da demência apresenta-se-nos preocupante. Esperemos para ver e sorrir…
Apache, Abril de 2007

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quinta-feira, 5 de abril de 2007

A nova monarquia

Este país parece-se cada vez mais com uma monarquia… A corte está a transbordar de bobos, a diferença é que até 1910 não eram eles que governavam.
Apache, Abril de 2007

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terça-feira, 3 de abril de 2007

Mais Saúde?

O ministro que tutela o sector anunciou anteontem, em entrevista ao programa “Mais Saúde” da RTP-N que os hipermercados vão poder comercializar medicamentos com receita médica, no entanto, se os consumidores optarem pela aquisição dos fármacos nestes espaços, deixarão de beneficiar da comparticipação do estado, tendo por isso de pagar a totalidade do preço. Totó Cacá diz que esta vai passar a ser uma questão de opção, se o consumidor “quer a comparticipação, vai à farmácia, se quer proximidade, vai à loja”. O Sr. ministro aproveitou também a ocasião para anunciar a indexação à inflação das taxas moderadoras. Mais miminhos do Cacá para os portugueses...
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Entretanto hoje, em declarações à Lusa, fonte não identificada do Ministério da Saúde disse que o Sr. Ministro não disse o que disse. Parece ter havido um mal entendido, afinal, os medicamentos que estão sujeitos a receita médica não vão ser vendidos nos hipermercados, o que vai ser vendido nos hipermercados são os medicamentos que não têm receita médica mas são prescritos pelo médico numa receita médica. Estes não terão comparticipação do estado, porque os medicamentos não sujeitos a receita médica não são comparticipados, no entanto, se forem adquiridos numa farmácia serão comparticipados, pois foram prescritos em receita médica. Se alguém estiver confuso, peça explicações ao Ministério da Saúde. P.S. Com ou sem receita médica, por favor, não lhes prescrevam as gotas, já ninguém espera que eles nos governem, apenas que nos divirtam!
Apache, Abril de 2007

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