O Último dos Moicanos: ClimateGate – O escândalo que não constitui novidade

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ClimateGate – O escândalo que não constitui novidade

Desde a passada sexta-feira (20 de Novembro) que a Internet (principalmente a de língua inglesa) fervilha com o “escândalo” baptizado com o nome de “ClimateGate”. Ao que consta, nesse dia, o servidor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, (habitualmente designado por CRU) [que conjuntamente com o, norte-americano, Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA, constituem o núcleo duro dos defensores da teoria do aquecimento global antropogénico] foi atacado por um pirata informático que conseguiu copiar mais de 150 MB de informação, entre a qual se contam (além de vários outros documentos) mais de mil e-mails (internos e externos) trocados entre a cúpula “científica” dos alarmistas. O ficheiro “FOI2009.zip” (que comprimido tem mais de 61 MB) foi inicialmente colocado num servidor russo, mas circula já em múltiplos ‘sites’ de partilha de conteúdos. Os e-mails revelam (essencialmente) a falta de imparcialidade e de honestidade intelectual do grupo de responsáveis principais do CRU, e visam particularmente o director, Phil Jones e o seu braço direito, Keith Briffa, mas envolvem vários outros nomes (principalmente de ingleses e norte-americanos, mas não só), alguns bem conhecidos, como Michael Mann, o agora director do “Earth System Science Center” da Universidade da Pensilvânia, autor do famoso (e falso) gráfico conhecido por “hockey stick”, publicado no relatório do IPCC de 2001 e na revista “Nature”. De acordo com o veiculado pela Fox News do dia seguinte, Phil Jones confirmou a veracidade dos e-mails, afirmando: "It was a hacker. We were aware of this about three or four days ago". Entre as múltiplas informações que se podem extrair dos e-mails está a assumpção: da manipulação de dados para que a realidade se ajuste à teoria; da manipulação do processo de revisão de documentos científicos, inter-pares (peer review); da destruição de provas; do exercício de pressão para que, as principais revistas científicas, não publiquem artigos que possam por em causa a teoria, etc. Enfim, nada de novo no meio académico. Deixo (para quem não dispuser de tempo ou vontade de ler os originais) alguns dos conteúdos dos e-mails: - Tim Osborn discute como manipular os dados de observação para parar um aparente arrefecimento do planeta; - Phil Jones diz que usou o mesmo truque que Michael Mann utilizou no artigo publicado na “Nature” [refere-se ao “hockey stick”] para “esconder o declínio” das temperaturas; - Michael Mann conversa sobre como “destruir” um jornal que publicou opiniões de cépticos; - Phil Jones descreve a morte de John Daly (um dos mais conhecidos contestatários da teoria do aquecimento global antropogénico) como uma “notícia para festejar”; - Phil Jones encoraja os colegas a apagar os dados solicitados ao abrigo da “lei da liberdade de informação”; - Phil Jones escreve à Universidade de Hull na tentativa de calar a céptica Sonia Boehmer Christiansen.
Apache, Novembro de 2009

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2 Comments:

Blogger Diogo said...

Julgo que os cidadãos devem começar a questionar directamente os funcionários dos Media. Quem mente por conta de outrem tem de pagar por isso. A maior parte deles são bem pagos. Devem, portanto, pagar pelas mentiras que propagam.

sexta-feira, novembro 27, 2009 12:18:00 da manhã  
Blogger Apache said...

Na generalidade, os jornalistas que escrevem sobre ciência não têm a mínima formação na área, compreende-se por isso que propaguem facilmente a falsa informação vinda dos gangs mafiosos que lideram inúmeras instituições académicas. Obviamente, alguns são corruptos e têm perfeita noção das mentiras que propagam, esses deveriam ser chamados a responder pelos seus actos.

segunda-feira, novembro 30, 2009 4:55:00 da manhã  

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