O Último dos Moicanos: Teatro de cordel

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Teatro de cordel

Depois de alguém ter mandado os jornalistas dizerem, nos últimos dias, que das negociações com o FMI/FEEF resultariam cortes no 13.º ou no 14.º mês, eventuais cortes nos vencimentos, despedimentos na função pública, etc. Depois de hoje ter assistido à cena trágico-cómica de ver José Sousa, quase eufórico, a desmentir as “notícias” que certo “boy” teria habilmente plantado na comunicação social, enquanto a seu lado se equilibrava com dificuldade uma velha múmia empedernida, tão bem caracterizada, que parecia mesmo o ministro Teixeira dos Santos. Depois de ter assistido, até ao fim, a mais este episódio burlesco da política nacional e percebido que José Sousa fez uma intervenção, não para dizer aos portugueses que medidas iriam ser aplicadas (pelo menos até que um novo Governo tome posse) para resolver a alegada crise económico-financeira do país, mas para listar algumas das medidas que não iriam ser tomadas, precisamente as profetizadas pelos jornalistas para que o Sousa pudesse agora encarnar o “anjo salvador”. Depois de tudo isto, só me ocorrem as palavras do Físico Carlos Fiolhais: “este é um dos piores governos que Portugal tem tido e não é só por nos ter conduzido à ruína financeira e económica. É ainda por nos ter conduzido à ruína ética e moral, com base numa prodigiosa deficiência na educação.”
Apache, Maio de 2011

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