O Último dos Moicanos: Fevereiro 2006

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Saudade

Saudade palavra triste, saudade, o que quer dizer? É desespero que a tudo resiste? Ou vontade de te ver?... Sete letras tem, saudade… Outras tantas tem, lamento… As mesmas que a verdade com que vivo cada momento! Partiste, quase tudo levaste, mas um pouco de ti restou… O vazio que em mim deixaste, encoberto na ilusão que ficou!... Na longa estrada da vida exibo a minha liberdade… Pergunto se a ausência sentida é ser livre, ou ser, vaidade?... Entre o teu olhar terno de mel e o meu molhado de sal… Saudade é a palavra cruel que trocou o sonho pelo real!... Foste luz, foste vida… Foste rio de ansiedade… Foste “Terra Prometida” até ao fim da eternidade!... Hoje és distância, solidão… Materialização da saudade… Serás demência? Obsessão? Ou visão turva da realidade?...
Apache, Fevereiro de 2006

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sábado, 18 de fevereiro de 2006

"Rosa Branca"

(Em jeito de resposta ao comentário da Cleópatra, na publicação abaixo...)
"Eu penso em ti logo ao nascer da aurora, e quando o dia vai chegando ao fim... Nunca me esqueces e dormindo embora, sonho a ventura de te amar assim… Antes de ver-te, ó flor do céu caída, nem me recordo como até então vivi… Já nem me atrevo a suportar a vida, vivendo um só dia sem pensar em ti… Ó rosa branca delicada e pura, que ideal brancura, que mimosa cor… Lembras-me um anjo que do céu tombasse e por mim pousasse, na roseira em flor… Quando o teu olhar iluminado e casto, pousa em meus olhos reflectindo o céu… Quanto mais fujo, quanto mais me afasto, mais perto vejo o teu olhar do meu… Ó rosa branca luminosa e viva, linda rosa esquiva, de um amor fatal… Pudessem anjos fabricar sozinhos, com montões de arminhos, outra rosa igual… Quando esta vida se apagar serena, vou recordar-me quanto te amei em vão… Ó desdenhosa o que me faz mais pena, é ir pensando que te esqueço então… Ó rosa branca meu amor primeiro, tu não tens canteiro, tu não tens jardim… Porque te chamo se tu não respondes, e porque te escondes, a chamar por mim… Mas sob a campa, meu amor não finda. Verás princesa se eu ouvir teus ais, abrir meus olhos para te ver, ainda, morrer de novo se te não vir mais… Ó rosa branca porque me chamaste?... Para quê roubaste, toda a fé que eu tinha?... Serena e fria como a luz da Lua… que brancura a tua, que desgraça a minha!... "
João de Vasconcelos e Sá - Rosa Branca

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Posso. Mas não vale a pena…

Posso escrever os versos mais tristes esta noite… Posso reescrevê-los incessantemente nas noites que hão-de vir… De nada valem… Tu nunca os lerás… E se por mero acaso, o fizesses, jamais perceberias que foram escritos para ti… Queria esconder-te o meu olhar para que não leses o que não mereces saber…. De nada vale, o que te diria está escrito nas estrelas e nunca conseguiste lê-lo…
Nunca escutaste no vento o meu grito de desespero… Nunca tacteaste o teu nome gravado a fogo no meu peito… Nunca cheiraste na minha pele o perfume do teu suor… Nunca provaste nos meus beijos o mel da tua boca… Não me mereces…
Como é possível que não te doa a ferida aberta que deixaste em mim?!...

Apache, Fevereiro de 2006

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sábado, 4 de fevereiro de 2006

Sinais dos Tempos?...

Faixa de Gaza... Manhã de 4 de Fevereiro de 2006.
Palestinianos armados, das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa oferecem cravos a freiras católicas, à porta de uma igreja...
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"Quem não é contra nós é por nós." (Jesus Cristo)

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Se eu disser…

Se eu disser que te esqueci, que já não penso em ti e que nem te quero ver… Que não te vou procurar, que contigo deixei de sonhar, que sem ti aprendi a viver… Se eu disser que te esqueci, que tudo o que por ti senti, não foi sentido a valer… Que por ti deixei de chorar, que não te quero encontrar, que foi um bem, te perder… Se eu disser que te menti, que já não espero por ti… Se eu disser que não te quero… Que de ti nada me importa, que já nem passo à tua porta; sabes que não estou a ser sincero… E se um dia quisesses voltar e me viesses perguntar se é por ti que ainda espero… Se eu não quisesse responder, em meus olhos podias ver que é a ti que ainda quero! Se preferires não mais me ver… Com a mágoa de te perder, a saudade, a meu lado caminha! Um desejo, em prece peço a Deus… Que por cada lágrima minha hajam mil sorrisos teus!...
Apache, Fevereiro de 2006

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