O Último dos Moicanos: Janeiro 2007

domingo, 28 de janeiro de 2007

Importam-se de repetir?... (3)

Notícia da SIC... "Os 21 novos radares espalhados pela cidade de Lisboa vão ser retirados e testados porque ainda não têm certificação." Está-se mesmo a ver que eles foram instalados para ver se eram arquitectonicamente compatíveis com o mobiliário urbano. José Sócrates no Alentejo... "O aeroporto de Beja há muito que devia estar decidido." "Este é um baixo investimento para um grande benefício." "A obra está orçada em 33 milhões de euros." Ora cá estou eu outra vez a concordar em pleno contigo, Zé. De facto, com um orçamento destes não se percebe como é que a obra não foi já concluída, quanto mais decidida. Repara que o alargamento da Portela foi orçado em 300 milhões de euros (que pelos vistos dariam para 9 aeroportos em Beja) e a Ota vai custar (segundo dizes) 3 600 milhões de euros (109 aeroportos de Beja). Ah, Zé... espero que não tenhas vindo a conduzir para Lisboa, sabes como é... os gajos da Brigada de Trânsito são uns "chatos"...
Apache, Janeiro de 2007

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Descubram as diferenças...

A fotografia da esquerda mostra o "personagem" antes da invasão. A da direita é de uma das sessões do "julgamento".
Será que substituiu a dentição?
Apache, Janeiro de 2007

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Assim vai o "aquecimento" global...

A figura representa as temperaturas verificadas à superfície da Terra em Dezembro de 2006, por comparação com igual mês dos últimos 20 anos. (Fonte: NASA) Apache, Janeiro de 2007

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domingo, 21 de janeiro de 2007

Algo "com contornos de ainda"...

O poema que se segue é da autoria da Ni e foi deixado como comentário ao meu anterior "post". Pela qualidade (evidente), não podia deixar por publicar.
Algo "com contornos de ainda"... Estranha coisa esta com contornos de ainda que não se vê, mas mais do que toque que se pressente, é presente. Estranha coisa esta com contornos de ainda que não se canta, como grito interdito, mas é dor e alegria crescente. Estranha coisa esta com contornos de ainda que de tanto salgar a alma, suavemente a adoça. Estranha coisa esta com contornos de ainda que da vontade faz silêncio e do coração (parece que) troça. Estranha coisa esta com contornos de ainda que de tanto te negar e de ti se querer libertar, mais a ti se enlaça, em nó cego que não finda. Estranha coisa esta com contornos de ainda nem solar, nem lunar, que sem te ter anula o singular, e que do horizonte não tangível persiste em esperar a tua vinda.
Nina Castro, 18 de Janeiro de 2007

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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

1º Aniversário

O Último dos Moicanos completa hoje o seu primeiro ano, por isso, em jeito de comemoração, aqui fica (de novo) o primeiro "post". Estranha coisa esta em forma de assim que não se explica mas que se sente. Estranha coisa esta em forma de assim que não se confessa, mas que ao negar se mente. Estranha coisa esta em forma de assim que de tanto calar a alma, em silêncio a proclama. Estranha coisa esta em forma de assim que do fogo faz suor e do frio fez chama. Estranha coisa esta em forma de assim que de tanto se querer partilhar, se esconde e se intimida ao teu olhar, para se mostrar tão ousada em mim. Estranha coisa esta em forma de assim que me estremece o corpo e embarga a voz. Estranha coisa esta em forma de assim que emudece o meu eu, de tanto pensar, nós. Estranha coisa esta em forma de assim, sem espaço, sem tempo, sem princípio ou fim, que no silêncio do teu não teima em ouvir sim. Apache, Janeiro de 2006

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domingo, 14 de janeiro de 2007

"À Noite no Museu", "Borat", "Apocalypto" e, "O Terceiro Passo"

Ilusões e desilusões...
À noite, no museu Uma comédia ligeira, sobre um museu de História Natural, onde à noite, todas as “figuras” expostas ganham vida. Ben Stiller e Robin Williams contracenam nos papéis principais de um filme, apenas sofrível, com um argumento pouco explorado e escassas piadas com graça. Borat: Aprender Cultura da America Para Fazer Benefício Glorioso à Nação do Cazaquistão Um longo título para uma triste comédia. Borat é um repórter da televisão Cazaque que se desloca aos Estados Unidos para fazer uma reportagem sobre os hábitos dos americanos mas passa o tempo a tentar encontrar a sua nova paixão, Pamela Anderson. Confesso que fui ver o filme porque sabia que tinha sido proibido no Cazaquistão e na Rússia e pensei tratar-se de algo politicamente inconveniente. Pura ilusão, o filme não é uma crítica aos costumes Cazaques pois nada tem a ver com a realidade desse país, é antes, uma sequência de “apanhados” mal conseguidos que pretendem ridicularizar certas peculiaridades da “América” profunda. Borat não é um jornalista, é um trolha (no pior sentido da expressão) com “pseudo-piadas” pacóvias, ordinárias, por vezes cruéis. Um actor medíocre, um argumento inexistente e uma péssima realização fazem deste, um dos piores filmes a que já assisti. Apocalypto Mais um filme com a marca inconfundível de Mel Gibson. Uma visão do lado obscuro da Civilização Maia, nas vésperas da chegada dos espanhóis. Um homem que tenta desesperadamente lutar pela vida, pela família, pela conservação do seu tranquilo modo de vida. Um filme violento que põe a nu o lado animal, predador, cruel, do ser humano, bem como o espectáculo degradante montado pelos líderes para entreter o povo. Não é um filme sobre o que de melhor nos deixaram os Maias, antes, sobre o lado oculto de cada um de nós. Um filme intenso e dramático, de um realismo quase chocante, que peca apenas pela previsibilidade de algumas cenas. Com a devida ressalva aos mais sensíveis, é um filme que vale a pena ver. O Terceiro Passo Realizado por Christopher Nolan (o mesmo de “Batman – O Início”), a acção passa-se na Londres da viragem do século (XIX para XX). Dois jovens mágicos competem pela fama, tentando obsessivamente, cada um deles, descobrir os truques do outro. O argumento é cheio de mistérios e “ilusões”, ficando (sempre) algo por explicar. Entre a ousadia, o desejo e a ambição, fundindo o espectáculo com a ciência, dois homens vão trilhando caminhos paralelos, competindo muito para lá dos limites do tolerável, num “jogo” perigoso, enganador, fatal. Um elenco de luxo: Hugh Jackman (o Wolverine de “X-Men”), Christian Bale (o Batman de “Batman – O Início”), Michael Caine, Scarlett Johansson e David Bowie, entre outros menos conhecidos; um argumento envolvente e complexo e uma excelente realização contribuem no seu conjunto para um filme intenso, sobre um mundo fascinante, no limiar da confiança, da fé, da ciência e da vida! Um filme onde houve a coragem para abordar (pela primeira vez), ainda que de forma ligeira, a vida e obra de um dos maiores génios de todos os tempos, Nikola Tesla.
(Espero que de futuro alguém seja politicamente incorrecto o suficiente para retomar e aprofundar este tema. Será?) Na minha modesta opinião, este é o melhor filme actualmente em exibição.
Apache, Janeiro de 2007

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

À portuguesa...

O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias declarou inválida a cobrança de IVA sobre o Imposto Automóvel (IA), na Dinamarca… Por cá, o governo pretende manter a cobrança de IVA sobre o IA, assim como a cobrança de IVA sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). Aliás, o governo português acha que cobra tão poucos impostos que através da Portaria nº 30-A/2007, de 5 de Janeiro, que entrou hoje em vigor, agravou o ISP para os seguintes valores (em euros/litro): gasóleo - 0,36441; gasolina 95 - 0,58295 e gasolina 98 - 0,62. Se tivermos em conta os preços praticados pela Galp (que detém 60% do mercado e pratica os preços mais elevados) o estado acumula de impostos (em euros/litro): no gasóleo - 0,543; na gasolina 95 - 0,80 e na gasolina 98 - 0,85. Se não existissem impostos, a gasolina 95, seria paga aos amigos de Ali Babá (vulgo Galp), a 45 cêntimos, a gasolina 98, a 47 e o gasóleo a 48.
Apache, Janeiro de 2007

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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Os canibais são uma espécie em vias de extinção… Os Americanos comeram mais um.

30 de Dezembro de 2006 um dia igual a tantos outros no Iraque…
Nasceu a 28 de Abril de 1937 uma aldeia próxima de Tikrit, 170 quilómetros a Norte de Bagdad. O pai era um camponês pobre que morreu antes dele nascer. A infância foi marcada pelos maus tratos do padrasto, facto que motivou a que aos 10 anos tenha partido para Bagdad para viver com um tio. Aos 18 anos filiou-se no Partido Baas, aderindo aos seus ideais laicos e nacionalistas. Nesse ano tentou entrar para a Academia Militar mas por falta de habilitações foi-lhe recusada a candidatura. Torna-se conhecido, quando lidera, a mando do Baas, um comando de 10 homens, encarregado de assassinar o primeiro-ministro Abdel Karim Qassem (o general que em 1958 derrubara a monarquia). O atentado falhou, Saddam foi ferido a tiro numa perna mas conseguiu fugir para Damasco (na Síria), onde regressa à escola. Muda-se depois para o Cairo (no Egipto), concluindo uma licenciatura em Direito, na universidade local. Quando regressa a Bagdad já o Baas está instalado no poder. Saddam é um homem duro, por vezes cruel que não hesita na eliminação física dois inimigos. Terá sido essa característica que lhe valeu uma ascensão meteórica no seio do partido. Aos 42 anos chega finalmente à chefia do estado. Aos poucos vai-se afastando da ideologia do Baas, criando o culto da personalidade, espalhando cartazes com a sua imagem por todo o país. A sua crueldade (ficou célebre o episódio em que, em pleno Conselho de Ministros assassinou o Ministro da Saúde com um tiro na cabeça), alternada com momentos de súbita compaixão (como aquele em que fazia a ronda a uma prisão e ao encontrar um homem com um ar miserável, deu ordens para que lhe dessem roupas decentes, algum dinheiro e o libertassem), era o seu “cartão-de-visita”. Com as sistemáticas tentativas de assassinato de que foi alvo, tanto por parte da oposição interna como por parte da CIA tornou-se desconfiado e obsessivo, quase paranóico, ao ponto de não dormir duas noites seguidas no mesmo sítio. Rodeou-se então, de membros da sua tribo e da família em detrimento dos dirigentes partidários. Em 1980, numa altura em que o Iraque era uma economia em ascensão e o país apresentava os mais altos índices de desenvolvimento da região, Saddam, com a bênção dos E.U.A. e o apoio Soviético, envolveu o país numa guerra com o vizinho Irão. Em 1988, sem que se tenha encontrado um vencedor claro, Khomeini (o presidente iraniano) vê-se obrigado a aceitar um cessar-fogo. No terreno, terão ficado mais de 200 mil mortos do lado iraquiano e 700 mil do lado iraniano. No mesmo ano, uma revolta dos curdos no norte do país é esmagada em poucas horas através de um bombardeamento com armas químicas compradas aos Estados Unidos e já antes utilizadas por sugestão americana na guerra com o Irão. O Iraque era agora um país com uma economia devastada e uma dívida externa de 25 mil milhões de dólares. Mas a ambição de Saddam em fazer renascer no Iraque a Grande Babilónia, leva-o a invadir o Kuwait em 1990 que é anexado quase sem resistência. Com o final da guerra com o Irão, a posição americana face a Saddam muda radicalmente e após esta anexação do Kuwait o Iraque passa a ser visto como inimigo pela administração de Bush (pai). Em 1991 uma coligação internacional liderada pelos americanos expulsa os iraquianos do Kuwait e limita, através de uma resolução da ONU, a movimentação das suas tropas, a uma pequena faixa no centro do país, além de lhe impor um embargo económico desumano. O Iraque de Saddam caía em desgraça e de potência regional, transforma-se em colónia servil da ONU. A 20 de Março de 2003, sob o falso pretexto de que Saddam possuía armas de destruição maciça americanos e britânicos, com a colaboração de vários países vizinhos, bombardeiam e mais tarde invadem e ocupam o Iraque. O que se passou a partir daqui é sobejamente (des)conhecido de todos. As “verdades” cinematográficas que os “media” ocidentais tem construído deixam cada vez mais perguntas… Questões como: Porque é que durante a guerra a larga maioria do exército iraquiano, nomeadamente as principais divisões da Guarda Republicana, não combateu;
Onde estão os milhares de tanques e as dezenas de aviões que Saddam possuía à data da invasão (comprovadas pelas paradas militares) e que não foram usados (nem destruídos);
Porque é que nunca mais se ouviu falar das centenas de quilómetros de túneis à prova de bomba, que os jugoslavos haviam construído e, porque não foram eles usados para protecção dos principais dirigentes, durante o conflito;
Onde estão os vários sósias de Saddam;
Que é feito dos 5 mil homens da sua guarda pessoal que desapareceram misteriosamente;
Porque é que o número "oficial" de baixas sofrido pelas forças invasoras é muito menor que o apresentado nos relatórios dos Serviços secretos russos;
Que droga tinha sido administrada ao alegado Saddam quando foi capturado e que diligências foram feitas para punir o autor. Continuam sem resposta, tal como muitas outras… Alegadamente, dos familiares mais próximos de Saddam, restam apenas as três filhas e as duas mulheres, todas a viver no estrangeiro. A 30 de Dezembro de 2006, com a bênção de George W. Bush foram assassinados: Saddam Hussein, Presidente da República; Awad Ahmed al Bandar Presidente do Tribunal Revolucionário, Burzan Ibrahim (meio-irmão de Saddam), Chefe dos Serviços Secretos e outras 77 pessoas anónimas (estas, despachadas pela Al-Qaeda, a empresa de limpezas contratada pela família Bush), outras 230 ficaram gravemente feridas. Um dia como muitos outros… No terreno, após mais de dois anos e meio de ocupação, nem melhoria das condições de vida, nem liberdade, nem democracia, apenas um enorme circo montado e mais de cem mil mortos civis. Em terra de ditadores nunca ninguém tinha descido tão baixo…
Apache, Janeiro de 2006

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