O Último dos Moicanos: Junho 2007

sábado, 30 de junho de 2007

Fernando Negrão em entrevista ao Rádio Clube Português...

Pergunta ingénua...
Este senhor concorre à Câmara Municipal de Lisboa ou ao concurso para humoristas, onde enfrenta a concorrência do Linócas e do Cocó Cacá?
Apache, Junho de 2007

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sexta-feira, 29 de junho de 2007

Deve haver uma explicação lógica…

Acabo de fazer a habitual roda pelos blogues habituais e constato que em todos os que têm activada a “Verificação de Palavras” me sai a mesma, “SMENITA”. Fechei o “browser” e voltei a entrar, repetindo o “login” a “palavra” manteve-se a mesma. Foi ao Google e digitei a “palavra”, sabem o que aconteceu? O motor de busca encontrou 1 200 páginas com o mesmo assunto abordado. Esta “brincadeira” repete-se desde Dezembro de 2005. A probabilidade de saírem duas vezes as mesmas letras é muito baixa, dadas as combinações possíveis, mas a de saírem 7 ou oito vezes seguidas, como me acaba de acontecer é (praticamente) nula. Concluo que estamos perante um problema técnico do “Bloger”. A minha dúvida é, porque raio se repete o problema técnico e o sistema gera sempre a mesma palavra, ao longo de mais de ano e meio?
Deve haver uma explicação lógica para isto, só falta alguém dizer-me qual…
Apache, Junho de 2007

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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Baixos salários e competitividade

Políticos, economistas, "fazedores" de opinião e outros artistas de prosápia, tentam amiúde convencer-nos que para o país ser competitivo, em comparação com os parceiros europeus, é fundamental manter baixos salários. Esta teoria, como muitas das habitualmente na moda, em variados assuntos, apresenta um pequeno defeito, é contrariada pelos factos.

Apache, Junho de 2007

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domingo, 24 de junho de 2007

A “história” do Aquecimento Global

Em meados dos anos 80, começa a falar-se frequentemente de poluição. Associada a ela surgem os fumos, nomeadamente: do tabaco, dos escapes dos automóveis e das grandes chaminés industriais. A poderosa indústria tabaqueira vê os seus lucros astronómicos ameaçados pelas evidências dos malefícios do tabaco e decide avançar com uma campanha de autodefesa. Associam-se a esta campanha algumas das empresas mais poluidoras dos Estados Unidos, tentando negar o óbvio, que alguns dos gases produzidos pela indústria, não podem ser atirados (de ânimo leve) para a atmosfera, pois contribuem para o aumento de doenças respiratórias e pulmonares. Como consequência desta propaganda, ridicularizam-se os ambientalistas e os críticos ao lançamento irresponsável de poluentes no meio ambiente. Quanto mais estudos clínicos demonstravam os malefícios de alguns gases (nomeadamente o tabaco) mais as industrias poluentes denegriam as instituições responsáveis pelos estudos, deixando na retaguarda da campanha terreno favorável ao avanço (em sentido contrário) da Teoria do Aquecimento Global Antropogénico e do ambientalismo fanático.
Dez anos depois, na sequência da assinatura do Protocolo de Quioto, no auge do movimento antiglobalização, aprofunda-se o debate das questões ambientais. O assunto começa a ter presença assídua nas agendas políticas e empresariais. Aos poucos, intensifica-se uma nova campanha, enfatizando previsões climáticas catastróficas, a longo prazo, fundadas em modelos computacionais que a observação foi demonstrando estarem profundamente errados. A adesão de políticos, empresários e ambientalistas a esta ideia, dá-lhe uma crescente “credibilidade”, passando o “assunto” a ser gerido de acordo com as modernas leis do mercado, impondo-se em simultâneo, regulamentações políticas rígidas, dirigidas essencialmente ao mais conhecido (e mais abundante) de todos os gases que o Homem lança para a atmosfera como consequência da sua actividade industrial, o dióxido de carbono. As pequeníssimas (e habituais) alterações ao estado do tempo, observadas, tornam-se uma “obsessão global”.
A primeira campanha, vai perdendo apoio junto da comunidade científica, encontrando-se moribunda no início da era Bush, mantendo no entanto influência no interior da Casa Branca. A segunda, actualmente em curso, gerou e difundiu o movimento radical responsável pela histeria vigente. O êxito obtido nos meios de comunicação despertou o eleitorado e obrigou mesmo alguns cientistas mais inflexíveis a cultivar hipocritamente uma imagem mais “verde”, em desespero pelos subsídios de que dependem para sobreviver. Entretanto, o que é mais grave para o cidadão, é que as duas campanhas opostas, conseguiram em conjunto, eliminar o espaço necessário ao surgir de uma campanha séria, baseada em factos científicos comprovados, onde fosse possível rejeitar as duas e desmascarar a corja de políticos e empresários corruptos que as sustentam em busca de lucros fáceis, a qualquer preço.
Pormenorizemos um pouco mais...
Há vinte anos, as empresas mais poderosas do mundo desencadearam a sua revolução “globalizante”, invocando os benefícios do comércio livre e, pondo de lado as questões ambientais, reduzindo o movimento ambientalista a acções de retaguarda. Estes porém, com apoios sólidos nos órgãos de comunicação social, conseguiram transformar fenómenos naturais habituais em acontecimentos apocalípticos, conseguindo manter na opinião pública o interesse pelas alegadas alterações climáticas. Em 1988, alguns cientistas e políticos instituíram um organismo da ONU, denominado Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), com o objectivo de tentarem provar a existência de alterações climáticas globais, antropogénicas, através da publicação de relatórios periódicos. Numa reunião em Toronto, trezentos cientistas e políticos de quarenta e oito países publicaram um pedido aos governos de redução das emissões de dióxido de carbono. No ano seguinte, cinquenta empresas ligadas às indústrias, petrolífera e automobilística formaram a (GCC), Coligação para a Mudança Global, com o apoio do gigante das relações públicas Burson-Marsteller. O seu objectivo era patrocinar estudos que desmentissem as afirmações dos "cientistas" do IPCC e evitar esforços políticos para reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa. O GCC doou milhões de dólares a uma campanha de alerta para o facto de diminuições significativas na queima de combustíveis fósseis provocar a médio prazo a ruína económica das nações.
Entretanto, na sequência de um levantamento indígena em Chiapas em Janeiro de 1994, marcado para o primeiro dia da implementação do Acordo de Comércio Livre Americano, o movimento antiglobalização irrompeu num protesto mundial contra o capitalismo de mercado e a destruição do ambiente. Cinco anos depois o movimento ganhara força e visibilidade, especialmente através de acções nas cimeiras do G8 e nas reuniões do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e da Organização Mundial do Comércio, atingindo o seu auge ao boicotar as reuniões desta em Seattle em Novembro de 1999.
No verão de 1997, decorriam as negociações de Quioto, quando o Senado americano aprovou unanimemente uma resolução exigindo que um tratado como esse inclua os países em vias de desenvolvimento, em especial a China, a Índia e o Brasil.
Mas o movimento anti-Quioto não granjeava adeptos suficientes para se tornar economicamente viável e a elite empresarial começou a repensar estratégias. As deserções do GCC começaram em 1997 e três anos depois incluíam a Dupont, a BP, a Shell, a Ford, a Daimler-Chrisley e a Texaco. Era o fim do GCC.
Os desertores reorganizaram-se rapidamente. Surgiu então o Centro Pew sobre Mudança Climática Global, fundado pela antiga Sun Oil, actual Sunoco. A administração do novo Centro coube a Theodore Roosevelt IV. Ícone dos conservadores americanos, porém tolerado pelos democratas, Roosevelt é director-geral do Banco de Investimentos Lehman Brothers. Com ele na administração estava o director da firma de investimentos Castle-Harlan e também o advogado empresarial Frank Loy, que fora um dos negociadores da administração Clinton em Quioto.
O Centro Pew conseguiu reunir logo no início, além da Sunoco, a Dupont, a Duke Energy, a BP, a Shell, a Ontario Power Generation, a Detroit Edison e a Alcan. Num rápida mudança de 180º, face ao anteriormente defendido por estas empresas, o conselho de administração do Centro Pew declarou: "Aceitamos as opiniões da maior parte dos cientistas de que se sabe o suficiente para atribuir ao Homem a responsabilidade nas alterações climáticas verificadas e vamos tomar medidas para enfrentar as suas consequências (...) o mundo dos negócios pode e deve dar passos concretos para avaliar e implementar oportunidades de negócio relativas à redução de emissões e investir em produtos e práticas mais eficazes no combate a estas alterações."
Ainda no início de 2000, os líderes económicos, reunidos no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, fazem esta declaração ridícula: "A maior ameaça que o mundo enfrenta é a da alteração climática." Nesse Outono, as empresas do Centro Pew juntam-se à fabricante de alumínios, Pechiney, à Environmental Defense, ao Carlyle Group, à Berkshire Partners, à Morgan Stanley e à Carbon Investments para formarem a (PAC), Parceria para a Acção Climática, que tem como objectivo, "Defender, com base nas leis do mercado, mecanismos capazes de efectuar acções atempadas e credíveis na redução das emissões de gases com efeito de estufa eficazes e rentáveis".
Este potencial de lucro chamou a atenção dos banqueiros, alguns dos quais "actores" da PAC através das suas ligações ao conselho de administração do Centro Pew. A Goldman Sachs tornou-se líder do grupo, pois possuía centrais de energia através da sua associada Cogentrix e das ligações à BP e à Shell. No ano seguinte, o Banco de Investimentos adquiriu a Horizon Wind Energy, investiu em painéis fotovoltaicos em parceria com a Sun Edison, financiou a Northeast Biofuels, e comprou grande quantidade de acções da Iogen Corporation, empresa pioneira (a nível industrial) na obtenção de etanol através da palha do milho. Dizia a Goldman Sachs, "Estamos convencidos que a oportunidade que nasce das alterações climáticas e da sua regulamentação virá a ser muito significativa e irá conquistar uma atenção cada vez maior dos participantes no mercado de capitais."
Entre estes participantes encontrava-se o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, ambientalista "convicto" e representante americano (ao mais alto nível) em Quioto. Gore tem negócios antigos com a indústria da energia através de Armand Hammer, o dono da Occidental Petroleum. Em 2004, a Goldman Sachs avança a todo o vapor na criação do mercado "verde" e Gore junta-se aos executivos da empresa, David Blood, Peter Harris e Mark Ferguson, fundando uma empresa sedeada em Londres, a Generation Investment Management.
Na Primavera de 2005, Gore estava já a trabalhar no seu livro e começava os preparativos para o documentário com o mesmo nome, "Uma Verdade Inconveniente", tendo ambos chegado ao mercado no ano seguinte (debaixo de uma gigantesca campanha promocional), com êxito garantido, fruto dos dois Óscares atribuídos ao documentário pelos amigos convenientes de Hollywood.
No final do ano de 2006, diversas organizações são criadas pelo mundo fora e, para não perder protagonismo, o Centro Pew e a PAC criam a USCAP, à qual aderiram, além das empresas já pertencentes a estes grupos, a General Electric, a Alcoa, a Caterpillar, a Pacific Gas and Electricity, a Florida Power and Light e a Companhia Central de Serviços do Novo México e Texas (PNM), que pouco tempo antes se tinha juntado à Cascade Investments de Bill Gates. Já em 2007, aderem à USCAP, o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e o Instituto de Recursos Mundiais a que pertence o Observatório Mundial das Florestas, todos com forte ligação a "lobbies" ecologistas e a ONG’s de financiamento duvidoso.
Recentemente, Al Gore funda nova empresa, a Aliança para a Protecção do Clima, em parceria com Theodore Roosevelt IV do Banco de Investimentos e do Centro Pew, o ex-conselheiro de segurança nacional Brent Scowcroft, Owen Kramer da Boston Provident, representantes da Environmental Defense, do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, da Federação Nacional pelos Animais Selvagens e da Organização de Protecção Ambiental. Diz Gore, "a Aliança para Protecção do Clima está a efectuar um exercício de persuasão de massas sem precedentes" e eu acrescento, e a lucrar como nenhum charlatão anterior, havia conseguido.
Este texto é uma tradução e adaptação minha, de textos do historiador David Noble, professor da Universidade de York, no Canadá. Noble é um conceituado e polémico autor de livros de "Sociologia Organizacional" nos quais se destacam críticas vorazes ao capitalismo selvagem de exploração do homem pelo homem.
Apache, Junho de 2007

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sexta-feira, 22 de junho de 2007

As promoções nos hidratos de carbono...

Segundo o "Diário Digital", a partir de hoje, de acordo com um despacho publicado em "Diário da República", as cartas de condução emitidas em Angola já são válidas em território português.
Já tínhamos as Licenciaturas saídas nos pacotes da farinha, agora são as Cartas de Condução que vêm nos pacotes do cacau.
Apache, Junho de 2007

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Portela + 0

A 6 de Julho de 1998 encerrava ao público, uma das mais belas obras de engenharia do início do século XX, o Aeroporto Internacional de Kai Tak, em Hong Kong.
Situado na baía de Kowloon, estava rodeado, a Norte, a Sul e a Este por várias colinas, estas últimas a menos de 5 km da pista. À medida que a cidade foi crescendo, o aeroporto foi sendo envolvido por arranha-céus.
A aterragem era possível por um único corredor aéreo. Possuía, por isso, apenas uma pista, cujo comprimento era inferior a 3 400 m. Para evitar que o ruído perturbasse seriamente o sono dos moradores, o aeroporto encerrava todas as noites às 23 horas, reabrindo às 6:30 da manhã seguinte. No seu último ano de operação recebeu 30 milhões de passageiros.
O Aeroporto Internacional de Lisboa, situado na Portela de Sacavém, possui duas pistas, a maior com 3 805 m e por ele passaram em 2006, cerca de 12 milhões de passageiros.
Estão actualmente a decorrer obras de modernização e ampliação do aeroporto, que ganhará mais espaço, com a prevista deslocalização para Beja, da área de manutenção da TAP. Existe ainda a possibilidade de desmantelar a "Base Aérea" de Figo Maduro, passando esses terrenos a integrar o aeroporto civil, que assim ficará com uma área, superior em cerca de 50%, à de Kai Tak.
Esgotado e provavelmente emerso em "essência" do deserto, está o neurónio do "menino" Linocas e eventualmente os dos amigos oportunistas a quem encomenda estudos e pareceres.
Apache, Junho de 2007

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terça-feira, 19 de junho de 2007

Conversa de... "Cocó"

Na noite da passada sexta-feira, a nº 3 da lista de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa, Ana Sara Brito disse que a candidatura socialista está aberta à realização de casamentos civis, incluindo de homossexuais, no Salão Nobre da autarquia. No domingo, Costa afirmou que "a existência de casamentos homossexuais depende do legislador mas a autarquia deverá respeitar todas as formas de construção de uma família." No Salão Nobre da Câmara? E porque não na sua casa, Dr. Multiusos? Ou no "Largo do Rato"? Aproveitava e convidava também os seus amigos, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues e outros... Usavam gabinetes contíguos como "salas de chuto" e reservavam pelo menos um, para sala abortiva, não vá a vossa ciência pútrida descobrir uma forma de gravidez homossexual, acelerando a contrução da família. Mas atenção, desta vez, tenham cuidado com a idade dos convidados, evitem os oriundos de colégios públicos de Belém.
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Entretanto hoje, numa acção de campanha na Avenida da Liberdade, dedicada ao ambiente e à segurança rodoviária, os temas preferidos da sua demagogia bacoca, o Dr. Multiusos, disse que "em 2006 houve 252 acidentes com vítimas, na cidade, dos quais 101 foram atropelamentos, resultando daí 11 mortos e cerca de 150 feridos com gravidade." "Estes números mostram que Lisboa é insegura para o peão. Por isso, impõem-se medidas para reforçar a segurança de quem circula a pé na cidade." Curioso, estive a ler o relatório de 2006, da DGV e confirmei que para a cidade de Lisboa, os números que apresentou estão todos correctos, excepto o número de feridos graves por atropelamento, foram 94 e não "cerca de 150". Entre as capitais de distrito portuguesas, Lisboa é a 2ª com menor "índice de gravidade" dos acidentes, depois do Porto, apresentando 0,9 mortos por cada 100 acidentes. E o distrito ocupa o 1º lugar (menor gravidade) com um índice de gravidade de 1,4. O número de acidentes no Concelho de Lisboa, comparado com o número de veículos em circulação é também o 2º menor, logo atrás do Conselho do Porto (considerando apenas os 50 maiores concelhos do país, pois nos outros, os dados estatísticos são muito distorcidos pelo reduzido universo em estudo). A região metropolitana de Lisboa apresenta o menor número de acidentes comparando o número de veículos e de peões. Se Lisboa é insegura, que dizer do resto do país? Se a sua preocupação é a segurança rodoviária é melhor candidatar-se a uma câmara do interior do país. Nas capitais dos distritos do interior, certamente saudariam as suas preocupações. Com o seu discurso pró-homossexual é que talvez tivesse que tomar algumas precauções...
Apache, Junho de 2007

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sábado, 16 de junho de 2007

Uns e outros

Os 122 administradores executivos das 20 maiores empresas portuguesas cotadas em Bolsa ganharam, globalmente, mais de 105 milhões de euros em 2006. Cada administrador executivo do PSI-20 recebeu, em média, 863 mil euros, mais de 12 300 contos em cada um dos 14 "meses" do ano. Segundo um relatório da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, os salários dos gestores de 48 empresas cotadas na praça financeira portuguesa, em média, duplicaram entre 2000 e 2005, tendo triplicando no caso das empresas do PSI-20. Num ano (2006) em que os salários médios dos portugueses baixaram quase 1% algumas centenas de filhos de portuguesas alternativas, foram pagos principescamente. Cada gestor do BCP ganhou no ano transacto, em média, 2,99 milhões de euros (mais de 42 800 contos por “mês”). Na PT, os nossos impostos pagaram "mensalmente" a cada um dos administradores 17 200 contos. A Brisa foi tão generosa com os seus administradores que em 2006 pagou em salários 118% mais que em 2005, qualquer coisa como 1,31 milhões de euros a cada um. A EDP não quis ficar para trás e aumentou os salários dos executivos em 112%, face ao ano transacto. Em ano de "crise" (para alguns), a maioria das empresas do PSI-20 apresentaram em 2006 resultados líquidos de várias centenas de milhões de euros.
As cinco empresas que em 2006 mais pagaram, em média, a cada um dos administradores foram: BCP, Semapa, Brisa, Portugal Telecom e EDP (esta última, uns modestos 16 000 contos por cada um dos 14 "meses").
As empresas que mais pagaram, em média, a cada trabalhador, foram: Sonaecom (784 contos por "mês"), o BES (777 contos), o BCP (642), a EDP (623) e o BPI (584). A Brisa pagou cerca de 306 contos por "mês" a cada funcionário e a EDP 299. Ainda dizem que os funcionários públicos ganham bem...
Apache, Junho de 2007

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sexta-feira, 8 de junho de 2007

Aquecimento Global - Conversa da Treta

No passado dia 4 de Junho, um papagaio, perdão jornalista, da “Lusa” escrevia assim: "A fusão dos glaciares acelerou nos últimos decénios, num fenómeno alarmante que testemunha o aquecimento global e que acentua, por tabela, as mudanças climáticas, refere um relatório publicado hoje." (A fusão dos glaciares acelerou, mas só a de alguns, que isto dos glaciares é como as pessoas, alguns são mais iguais que outros...) "Os gelos do Árctico recuaram de 6 a 7 por cento no Inverno e de 10 a 12 por cento no Verão nos últimos 30 anos, indica o relatório, apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) em Tromsoe, norte da Noruega, na véspera do Dia Mundial do Ambiente." (Assim está mais correcto, os gelos do Árctico (Pólo Norte) diminuíram, em média, nos últimos trinta anos, cerca de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, o que corresponde a cerca de 8%. Em compensação, os gelos do Antárctico (Pólo Sul) aumentaram em área cerca de 3% e em volume cerca de 5%.) "As superfícies terrestres cobertas de neve fundiram também entre 7 e 10 por cento no hemisfério norte, no período de Março-Abril, nos três ou quatro últimos decénios, adianta o documento." (Pois, é a Primavera, não sei se já ouviste falar... E aposto que no Verão ainda vão fundir mais.) "Consequência do aquecimento da atmosfera, a fusão dos gelos tem também por efeito acelerar as mudanças climáticas, sublinham os investigadores. «A neve e o gelo reflectem 70 a 80 por cento da energia solar, enquanto a água a absorve, Se a neve e o gelo continuarem a fundir-se, isso ampliará o aquecimento climático», sublinhou Paal Prestrud, um dos autores do relatório, numa conferência de imprensa." (Falta a outra metade da "estória". Mais água e mais calor provoca maior humidade no ar, logo mais chuva e Verões menos quentes, mais vegetação, menos dióxido de carbono na atmosfera e arrefecimento global. O "gajo" que construiu isto é um "tipo" esperto... Não sei se já ouviste falar dele.) "«Cerca de 6.500 milhões de pessoas neste planeta optaram por um modo de vida baseado numa realidade tida como certa. Esta realidade está em vias de mudar ainda mais rapidamente que previsto», adiantou, por seu turno, o director do PNUA, Achim Steiner, também presente nesta cidade norueguesa do Árctico." (Hã? 6 500 milhões de pessoas, portanto toda a população mundial, vive numa realidade que não é real? Não digas disparates, há muita gente que não vê novelas nem telejornais, nem televisão têm!) "A aceleração do aquecimento climático torna as futuras evoluções mais imprevisíveis, sublinhou. Este processo «é de uma tal amplitude que a nossa capacidade de prever o futuro fica seriamente diminuída», referiu." (Humm, não sei se a astróloga Maya vai concordar contigo...) "«Isto significa que a necessidade de nos adaptarmos às mudanças climáticas é tão considerável em termos de consequências e de custos económicos que temos que agir imediatamente», acrescentou." (Também acho! Já comprei camisolas de manga curta e um stock extra de calções...) "Segundo os investigadores, cerca de 40 por cento da população mundial poderia ser afectada pelo recuo das superfícies cobertas de neve e dos glaciares da Ásia." (Pois, quando forem fazer férias na neve, vão ter de andar mais um bocadinho.) "Para numerosos rios, como o Ganges e o Mekong, com nascentes nos Himalaias, uma diminuição do gelo nesta cadeia montanhosa traduzir-se-ia numa diminuição dos recursos em água potável e de irrigação." (Enganaste-te, não é diminuição, é aumento, a neve derrete, portanto os rios ficam com mais água.) "A subida do nível dos oceanos, ligada à fusão dos glaciares terrestres, engoliria regiões costeiras e ilhas inteiras, por exemplo, no Bangladesh e na Indonésia." (Se os glaciares terrestres estivessem a diminuir, claro! Mas estas ilhas são as dos pobres, garanto-te que às ilhas artificiais do Dubai nada aconteceria.) "A fusão dos gelos poderá também contribuir para uma multiplicação dos acidentes meteorológicos como furacões ou inundações, que terão também um impacto directo sobre as populações, a economia e a fauna." (Sabes que o número de furacões não aumentou, nos últimos 30 anos? Mas para se evitarem alguns dos “acidentes meteorológicos” basta retirar os comandos dos aquecedores ionosféricos das mãos dos meninos da CIA e do FSB.) "No mundo animal, «as espécies indígenas (do Árctico) desapareceriam, porque não podem abandonar a região. Novas espécies aí se instalariam, provenientes do sul», afirmou Prestrud." (As espécies que lá estão não podem sair mas as outras podem chegar? Ah, pois, já me esquecia que no Árctico só se pode nadar num sentido...) "Animal emblemático do Grande Norte, o urso polar está também ameaçado de extinção nos próximos decénios devido ao recuo dos gelos." (Este andou a ver o documentário do Gore... No inverno, o gelo do Árctico ocupa mais de 13 milhões de quilómetros quadrados e no Verão, apenas 4 milhões, apesar disso, os ursos continuam lá. Aliás, já lá estavam à mil anos atrás quando a Gronelândia era um imenso prado verde e o local, muito mais quente que hoje.) "Algumas comunidades começaram já a adaptar o seu modo de vida à nova situação climática. Em algumas regiões da Groenlândia, onde a presença da calote glaciar já não é um dado adquirido, caçadores esquimós renunciam aos trenós, preferindo os "yoles", pequenas embarcações." (Os barcos são para andar nos lagos que se formam nas terras baixas, no Verão. Se o gelo da Gronelândia está a diminuir, então o satélite precisa de ir ao oculista...)
Apache, Junho de 2007

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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Quem é que escreve isto?

Neste país se organizassem um campeonato de declarações ridículas, apenas os jornalistas conseguiam dar luta aos políticos. Alguém do "Diário Digital" e/ou da "Lusa", referindo-se às vítimas mortais de acidentes de viação, escreveu esta pérola... "«Em 1995 a taxa era de 271 vítimas por milhão de habitantes (Será? É que 3 anos depois, era de 186, segundo a Direcção Geral de Viação (DGV)!), o dobro da União Europeia (UE). O ano passado situou-se nas 91,5% acima da média da UE» (Espera aí... 91,5% acima, é quase o dobro, que corresponde a 100%. Se for assim, terá ficado quase na mesma.) Disse aos jornalistas António Pinelo, vice-presidente da Estradas de Portugal". "Os números apresentados equivalem a uma redução de 297% na taxa de vítimas mortais por milhão de habitantes em Portugal (Hã? Redução de 297%? Uma redução de 100% significava que não havia vítimas. Afinal, por cada pessoa que morre na estrada, nascem três, o que significa um acréscimo de duas pessoas a cada vítima mortal. Agora é que eu percebi porque é que o Ministro da Saúde anda a fechar maternidades...), segundo o estudo elaborado pela União Europeia." (Estudo? Isso explica muita coisa... Não seria melhor basearem-se em dados estatísticos?!) (...) "O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino (Ups, não vai sair daqui coisa boa...), que presidiu à cerimónia, sublinhou que Portugal é o país «que mais tem diminuído a sinistralidade nos últimos anos», apontando a contribuição da construção de mais vias de comunicação (Ora cá está, fecham-se maternidades e abrem-se estradas, quanto mais estradas menos sinistros e mais nascimentos...), a fiscalização de condutores e o novo Código da Estrada." (Então mas o novo Código da Estrada só entrou em vigor em 2005... Terá produzido efeitos retroactivos? E o facto de na Margem Sul andarem todos de camelo, não terá dado uma ajudinha?)
Agora os dados estatísticos da DGV...

No gráfico de 2005 falta a Itália, cuja sinistralidade é inferior à portuguesa, assim, Portugal ocupava o 16º lugar entre os 25.
Em 2006, o número de vítimas mortais baixou para 81 por milhão de habitantes, ligeiramente abaixo da média europeia, ainda assim, mantemos a 16ª posição.
Apache, Junho de 2007

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domingo, 3 de junho de 2007

A galeria dos horrores

O texto é da autoria de Manuel António Pina e foi publicado no "Jornal de Notícias" de 1 de Junho.
«A equipa de Maria de Lurdes Rodrigues tem já, por muitos motivos, lugar assegurado na Galeria dos Horrores da Educação em Portugal. Não precisava de ter agora instruído os professores para que "deixassem passar" os erros ortográficos e de construção frásica na avaliação das provas de Língua Portuguesa do 4º e 6º, anos, onde "apenas" estaria em causa avaliar a "competência interpretativa" dos alunos (como se os limites da expressão não limitassem o pensamento e a interpretação). Enquanto em alguns países da Europa o "eduquês" e as hordas das "ciências da educação" batem em retirada, deixando para trás gerações inteiras equipadas com "competências" mas desprovidas de saber, entre nós floresce a "selva obscura" do "aprender a aprender". Não deve haver Ministério da Educação no Mundo que tantas reformas, reformas de reformas e reformas de reformas de reformas faça, tantas "experiências pedagógicas", tantos "projectos-piloto". O resultado está à vista, fornadas de jovens são todos os anos despejadas às portas do ensino superior mal sabendo ler, escrever e contar. O que vale é que para tirar certos cursos superiores não é preciso saber ler, escrever e contar e que para arranjar emprego bastam "competências" como conhecer a gente certa ou estar na "jota" certa.»
Depois da TLEBS, dos erros científicos crassos nos exames nacionais do ano passado, faltava-nos mais esta para nos lembrar a todos que a equipa que esta senhora lidera, faz questão de ficar na história do ensino em Portugal, da pior maneira possível. A Sra. Ministra é conhecida nos meios académicos, e não só, pelo epíteto de "A Louca", pessoalmente desconfio que a senhora cultiva essa imagem, apenas como estratégia de encobrimento da real maleita que contagiou toda a equipa do ME, estupidez compulsiva.
Apache, Junho de 2007

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sábado, 2 de junho de 2007

Tomates?!

A Cris, dos blogues "Pérolas" e "Diara" arranjou-me um enorme qui pro quo, junto da comunidade feminina, com a atribuição do “Blog com Tomates” aqui ao acampamento. Ainda bem que não sou uma senhora senão havia de ser bonito ter de exibir os tomates no blogue. Correcção, havia não, há-de ser bonito, porque eu vou atribuir o prémio à Cleópatra, do blogue "Cleopatramoon". Obrigado Cris, beijito.
Apache, Junho de 2007

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